Olá alunos do 1º A,B,C e D, na próxima semana vocês terão a tarefa de produzir um novo Artigo de Opinião. O tema será: O que fazer para mudar nossos hábitos em prol de uma vida saudável? Para formar bons argumentos segue uma coletânea virtual que apresenta vários focos sobre QUALIDADE DE VIDA. Assista-os com atenção. Fiquem à vontade para fazerem suas próprias pesquisas. Sejam gentis e compartilhem boas informações com seus colegas! Desde já desejo um bom trabalho a todos!
Com carinho, Wanderson.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Incrivelmente triste...
Não dê ouvidos a quem não sabe de suas necessidades e não deixe sua convicção ser abalada.
O LENHADOR E A RAPOSA
Um lenhador acordava todos os dias às 6 horas da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, só parando tarde da noite. Ele tinha um filho lindo de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bichano de estimação e de sua total confiança. Todos os dias, o lenhador — que era viúvo — ia trabalhar e deixava a raposa cuidando do bebê. Ao anoitecer, a raposa ficava feliz com a sua chegada.
Sistematicamente, os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um animal selvagem, e, portanto, não era confiável. Quando sentisse fome comeria a criança. O lenhador dizia que isso era uma grande bobagem, pois a raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam: Lenhador, abra os olhos! A raposa vai comer seu filho. Quando ela sentir fome vai devorar seu filho!
Um dia, o lenhador, exausto do trabalho e cansado desses comentários, chegou à casa e viu a raposa sorrindo como sempre, com a boca totalmente ensangüentada. O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, deu uma machadada na cabeça da raposa. A raposinha morreu instantaneamente.
Desesperado, entrou correndo no quarto. Encontrou seu filho no berço, dormindo tranqüilamente, e, ao lado do berço, uma enorme cobra morta.
Sistematicamente, os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um animal selvagem, e, portanto, não era confiável. Quando sentisse fome comeria a criança. O lenhador dizia que isso era uma grande bobagem, pois a raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam: Lenhador, abra os olhos! A raposa vai comer seu filho. Quando ela sentir fome vai devorar seu filho!
Um dia, o lenhador, exausto do trabalho e cansado desses comentários, chegou à casa e viu a raposa sorrindo como sempre, com a boca totalmente ensangüentada. O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, deu uma machadada na cabeça da raposa. A raposinha morreu instantaneamente.
Desesperado, entrou correndo no quarto. Encontrou seu filho no berço, dormindo tranqüilamente, e, ao lado do berço, uma enorme cobra morta.
Marcadores:
Literatura; Leitura
Local:
Goiânia - GO, Brasil
quinta-feira, 22 de março de 2012
Use sua coragem sem medo
A expressão máxima de medo, que uma pessoa pode manifestar, é a coragem.
A coragem acontece, quando o medo supera as próprias barreiras por ele impostas, extraindo forças, que fazem manifestá-lo com ideia de superação.
Logo, são a mesma coisa.
Difere a manifestação.
Apenas a transferência acontece de um ponto para outro.
Do ponto "Medo" para o ponto "Coragem".
Somente o Amor Perfeito exclui o medo.
O Amor Perfeito é a expiação.
A coragem acontece, quando o medo supera as próprias barreiras por ele impostas, extraindo forças, que fazem manifestá-lo com ideia de superação.
Logo, são a mesma coisa.
Difere a manifestação.
Apenas a transferência acontece de um ponto para outro.
Do ponto "Medo" para o ponto "Coragem".
Somente o Amor Perfeito exclui o medo.
O Amor Perfeito é a expiação.
Jorge Luiz Brandt
Ler é o melhor exercício para nossa mente!
É incrível como podemos realizar grandes coisas quando nos permitimos ir além daquilo que julgamos ser nossas limitações!
Cuide-se! Adquira esse hábito!
A qualidade de vida não está à venda como se fosse um item da moda ou de um supermercado, também não a conseguimos adquirir de um dia para o outro. O que você deseja ser no futuro depende de como cuida do seu presente!
quinta-feira, 8 de março de 2012
10 dicas para fazer uma boa redação
COMO ESCREVER UM TEXTO PERFEITO
1. Ler atentamente a proposta procurando entender com perfeição
o que foi pedido e, já nesse momento, sondar se a coletânea deve ser entendida
denotativamente, isto é, se as palavras devem ser tomadas ao pé da letra;
2. Conhecer o assunto a ser desenvolvido. Nesse tópico, é claro
que vou puxar a orelha de vocês. Leitura é fundamental. Não falo simplesmente da
leitura metódica na qual você busca um lugar confortável e fica sozinho com seu
(sua) amante (livro), mas da leitura cotidiana. Jornais, revistas, televisão,
rádio, internet. Tudo é leitura e tudo oferece informações que podem
complementar os textos;
3. Especificar o assunto. Isso recebe o nome, nas aulas de
Redação, de delimitação do assunto. Restringir o campo de desenvolvimento do
texto indicará objetividade e isso é desejável na produção de textos
4. Refletir sobre o tema. Parece chavão, mas produzir
argumentos e confrontá-los ainda é a melhor maneira de perceber se são válidos
ou não;
5. Fazer um plano dissertativo. Ainda na faculdade, achava
estranho escrever a conclusão do texto já no plano. Isso se mostrou como certo
quando percebi que era muito mais fácil saber onde eu queria chegar em vez de
apenas saber por onde eu queria começar.
6. Rascunho. Sei que algumas provas como a do ITA exigem quase
que a medição do tempo que se gasta em cada exercício, mas vale a pena construir
o esqueleto do texto e fazer experimentações textuais;
7. Já vejo em alguns vestibulares a orientação de que se pode
escrever na 1ª pessoa do singular, mas sempre considero mais seguro redigir o
texto na 3ª pessoa do singular ou do plural, ou ainda, na 1ª do plural para
tornar o texto mais impessoal, evitando, dessa forma, um exagerado subjetivismo
na análise do tema;
8. “Não queira ser um Machado de Assis”, mas não se contente em
ser um qualquer. Procure seu estilo, a estrutura mais confortável para você, um
vocabulário que não traga surpresas;
9. Seja claro a respeito de onde quer chegar. Não faça rodeios,
exercícios de retórica em seu texto;
10. Muito afirmam que escolher o título antes do texto pode ser
um guia, um resumo do que vai ser tratado. Não vejo isso como verdade. mais uma
vez apelo para seu bom senso. Descubra por si mesmo o que é mais agradável.
Escrever tem de ser prazeroso, mesmo quando é um exercício obrigatório.
1. Ler atentamente a proposta procurando entender com perfeição
o que foi pedido e, já nesse momento, sondar se a coletânea deve ser entendida
denotativamente, isto é, se as palavras devem ser tomadas ao pé da letra;
2. Conhecer o assunto a ser desenvolvido. Nesse tópico, é claro
que vou puxar a orelha de vocês. Leitura é fundamental. Não falo simplesmente da
leitura metódica na qual você busca um lugar confortável e fica sozinho com seu
(sua) amante (livro), mas da leitura cotidiana. Jornais, revistas, televisão,
rádio, internet. Tudo é leitura e tudo oferece informações que podem
complementar os textos;
3. Especificar o assunto. Isso recebe o nome, nas aulas de
Redação, de delimitação do assunto. Restringir o campo de desenvolvimento do
texto indicará objetividade e isso é desejável na produção de textos
4. Refletir sobre o tema. Parece chavão, mas produzir
argumentos e confrontá-los ainda é a melhor maneira de perceber se são válidos
ou não;
5. Fazer um plano dissertativo. Ainda na faculdade, achava
estranho escrever a conclusão do texto já no plano. Isso se mostrou como certo
quando percebi que era muito mais fácil saber onde eu queria chegar em vez de
apenas saber por onde eu queria começar.
6. Rascunho. Sei que algumas provas como a do ITA exigem quase
que a medição do tempo que se gasta em cada exercício, mas vale a pena construir
o esqueleto do texto e fazer experimentações textuais;
7. Já vejo em alguns vestibulares a orientação de que se pode
escrever na 1ª pessoa do singular, mas sempre considero mais seguro redigir o
texto na 3ª pessoa do singular ou do plural, ou ainda, na 1ª do plural para
tornar o texto mais impessoal, evitando, dessa forma, um exagerado subjetivismo
na análise do tema;
8. “Não queira ser um Machado de Assis”, mas não se contente em
ser um qualquer. Procure seu estilo, a estrutura mais confortável para você, um
vocabulário que não traga surpresas;
9. Seja claro a respeito de onde quer chegar. Não faça rodeios,
exercícios de retórica em seu texto;
10. Muito afirmam que escolher o título antes do texto pode ser
um guia, um resumo do que vai ser tratado. Não vejo isso como verdade. mais uma
vez apelo para seu bom senso. Descubra por si mesmo o que é mais agradável.
Escrever tem de ser prazeroso, mesmo quando é um exercício obrigatório.
Qual a diferença entre redação objetiva e subjetiva
Já vi alunos se apertando por não saberem o que era um texto dissertativo em prosa. Falo isso com dor no coração, pois mesmo após uma palestra na qual mostrei quais os principais erros cometidos pelos candidatos durante os vestibulares, vi alunos escrevendo uma conversa em vez de um texto em prosa. Claro que a redação foi anulada e o aluno reprovado no vestibular. Bom, não quero que aconteça com vocês isso, por isso, discorro neste post a respeito da diferença entre dissertação objetiva e dissertação subjetiva.
DISSERTAÇÃO OBJETIVA X DISSERTAÇÃO SUBJETIVA
DISSERTAÇÃO OBJETIVA - É a apresentação do assunto de maneira impessoal, caracterizada pela linguagem denotativa. Texto onde prepondera a razão.
DISSERTAÇÃO SUBJETIVA - É a apresentação do assunto de maneira introspectiva, provocando a emoção do leitor e caracterizada pela linguagem conotativa.
sábado, 6 de novembro de 2010
Capa da agenda 2011!

E o melhor da vida é: Ter amigos!
Não há preço que pague confiar em alguém!
Só é ruim quando ficam longe e sentimos saudade!
E aliás, esta é uma palavra só nossa: SAUDADE.
Não há tradução dela em canto algum do mundo.
E sabemos que só sentimos saudades daquilo que é bom...
Eu sinto saudade de tudo aquilo que ainda não vivi.
E você sente saudade de quê?
sábado, 2 de outubro de 2010
Nossa Língua - Dúvida Freqüente: Onde
O Prof. Pasquale é uma das maiores referências quando o assunto é "domínio da língua". É incrível como as explicaões dele soam simples. Minha dica: APROVEITE E APRENDA...
Marcadores:
Ortografia; Dicas de Português
Um segredo básico para passar.
Se existe alguém que entende de vestibular é o paulista no Vinícius Cifú Lopes, 18. Encarou a Fuvest aos 13 anos, na 7ª série, e passou na primeira fase. A partir da 8ª, foi aprovado todos os anos como treineiro. Agora ele conquista o primeiro lugar na Fuvest.
O segredo, diz, é o básico: "prestar atenção nas aulas".
ENTREVISTA COM VINÍCIOS
Folha - O que você acha que foi determinante para conseguir essa façanha no vestibular?
Vinícius - Eu nunca fui de conversar em aula. E isso é importante, porque ou você ouve o professor ou ouve seu amigo.
Folha - Isso porque você acha legal o que o professor está falando ali na frente? Ou é por respeito ou hábito?
Folha - Isso porque você acha legal o que o professor está falando ali na frente? Ou é por respeito ou hábito?
Vinícius - Hábito e respeito também. E eu nunca deixei acumular as coisas. Tem gente que deixa tudo pra última hora. Pra que economia de esforço? Então, vai fazendo à medida que vem a lição, à medida que vêm as aulas, vai fazendo...
Folha - Nunca deixar para amanhã o que dá para fazer hoje...
Folha - Nunca deixar para amanhã o que dá para fazer hoje...
Vinícius - Porque amanhã pode acontecer alguma outra coisa e não dar tempo.
Folha - Você desenvolveu algum método de estudo para o vestibular?
Folha - Você desenvolveu algum método de estudo para o vestibular?
Vinícius - Não, porque encarei o colegial me preparando para a vida.
Folha - Como assim?
Folha - Como assim?
Vinícius - Por exemplo, eu aprendi biologia pra não ser enganado por nenhum médico. Porque você está num colégio aprendendo tudo aquilo pra uma finalidade. E a finalidade do ensino nunca foi o vestibular. Eu só estudava isso para a vida, para não ser um ignorante. E aí o vestibular veio como consequência.
Folha - Mas aí você foi o primeiro do Enem também?
Folha - Mas aí você foi o primeiro do Enem também?
Vinícius - Fui o primeiro do Enem. Nem foi fácil, estava doente no dia. Tinha dor de cabeça, gripe, tive que pegar táxi, almocei muito cedo para chegar na hora. Comecei a prova e pensei "não vai dar pé porque aqui estou com metade da minha capacidade".
Folha - Tudo o que você faz é assim, sempre com muita consciência, ou é só com os estudos?
Folha - Tudo o que você faz é assim, sempre com muita consciência, ou é só com os estudos?
Vinícius - Com tudo, não gosto de perder o controle sobre o que eu faço.
Folha - E dá pra ter controle de tudo? Nas relações pessoais, nas amizades...? Vinícius - Dá. A gente tem que ficar atento se a pessoa é uma amiga de verdade ou se também não vale nada, está só te sugando.
Folha - Você lê muito?
Folha - E dá pra ter controle de tudo? Nas relações pessoais, nas amizades...? Vinícius - Dá. A gente tem que ficar atento se a pessoa é uma amiga de verdade ou se também não vale nada, está só te sugando.
Folha - Você lê muito?
Vinícius - Nestes anos de provas, a única coisa que eu li, fora os livros da Fuvest, foi jornal.
Folha - E TV, você assiste?
Folha - E TV, você assiste?
Vinícius - Só os noticiários. Assisto o do Bóris Casoy e o "Jornal Nacional" porque os dois separados são duas coisas horríveis. Então, é preciso juntar os dois para conseguir algo útil. Porque um faz muito comentário infantil, o outro só mostra baboseira, o que não interessa.
Folha - Qual é o comentário infantil?
Folha - Qual é o comentário infantil?
Vinícius - O do Boris. "Isso é uma vergonha." Fica toda hora falando que é uma vergonha. Mas sugere alguma coisa? Não sugere nada. E o "Jornal Nacional" mostra o cara que está lá dentro do sertão costurando piaçava. Eu estou querendo saber disso? Então tenho que assistir os dois pra ter uma idéia.
Folha - Como você acha que a maioria dos estudantes de classe média, como os do Objetivo, onde você estudou, encara o ensino, o conhecimento?
Folha - Como você acha que a maioria dos estudantes de classe média, como os do Objetivo, onde você estudou, encara o ensino, o conhecimento?
Vinícius - Com repúdio. A grande maioria dos meus colegas pensa: "Ah, estudar não serve pra nada, amanhã tem festa, depois de amanha tem festa e tem a Copa também". Eu era de uma classe de 60 alunos, 40 eram assim.
Folha - E você acha que isso é consequência da baixa qualidade do ensino básico, que não soube conquistar esses estudantes?
Folha - E você acha que isso é consequência da baixa qualidade do ensino básico, que não soube conquistar esses estudantes?
Vinícius - Não, a culpa mesmo é dos pais, porque não ensinaram o cara durante o ensino fundamental a prestar atenção. Aí, chega ao ensino médio e o pai está desesperado, mandando o filho prestar atenção na aula. Vai adiantar? Ele não sabe como fazer isso.
Folha - E com você, como foi?
Folha - E com você, como foi?
Vinícius - Os meus pais me orientaram bem, eu tomei o hábito e pronto.
Folha - E namorada?
Folha - E namorada?
Vinícius - Não apareceu.
Folha - Você curte música?
Folha - Você curte música?
Vinícius - Não, não curto música. Eu gosto de silêncio.
Folha - Nem música brasileira?
Folha - Nem música brasileira?
Vinícius - Menos ainda. Música brasileira sempre foi nacionalista, contextual. Muita gente acha que eu gosto de música clássica, mas eu não gosto.
Folha - Você segue alguma religião?
Folha - Você segue alguma religião?
Vinícius - Não.
Folha- Tudo o que não é explicado matematicamente você não acredita?
Folha- Tudo o que não é explicado matematicamente você não acredita?
Vinícius - Não. Mesmo porque tem um monte de fenômenos que o povo faz um grande auê em cima. O negócio da morte, viajar pela morte e tal, é tudo explicável cientificamente. E não que eu siga a ciência como uma filosofia, uma religião. Eu não acredito em anjo, em duende, em superstição. Acredito que, às vezes, o medo comum ou a vontade comum tem influência, mas é disposição psicológica.
Folha - Já conheceu os veteranos da faculdade?
Folha - Já conheceu os veteranos da faculdade?
Vinícius - Conheci. Foi tudo bem. Lá na matemática não tem piscina, então, não tem massa d'água pra se afogar. Não tem árvores pra pendurar corda. E também estava cheio de pais por lá.
(por Bell Kranz Editora do Folhateen – Folha de São Paulo de 14/2/2000)
Como as coisas mudam
É verdade, tudo muda, tudo passa, mas a nossa visão...
E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib,
Que virou silicone
A peruca virou aplique,
interlace,
megahair,
alongamento
A escova virou chapinha
'Problemas de moça' viraram TPM
Confete virou MMA
Crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou musse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou BabalooO
A-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do 'não' não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou Counter Strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita ?
Gal virou fênix
Raul e Renato,Cássia e Cazuza,Lennon e Elvis,
Todos anjosAgora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz......
De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.
(Luiz Fernando Veríssimo)
E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib,
Que virou silicone
A peruca virou aplique,
interlace,
megahair,
alongamento
A escova virou chapinha
'Problemas de moça' viraram TPM
Confete virou MMA
Crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou musse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou BabalooO
A-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do 'não' não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou Counter Strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita ?
Gal virou fênix
Raul e Renato,Cássia e Cazuza,Lennon e Elvis,
Todos anjosAgora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz......
De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.
(Luiz Fernando Veríssimo)
Jota Quest -- Vem Andar Comigo - Clipe Oficial
Uma música pra acalmar a alma!
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quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Três Dias Para Ver, de Helen Keller.
O que você olharia se tivesse apenas três dias de visão?
Helen Keller, cega e surda desde bebê, dá a sua resposta neste belo ensaio, publicado no Reader's Digest (Seleções)
Várias vezes pensei que seria uma benção se todo ser humano, de repente, ficasse cego e surdo por alguns dias no princípio da vida adulta. As trevas o fariam apreciar mais a visão e o silêncio lhe ensinaria as alegrias do som.
De vez em quando testo meus amigos que enxergam para descobrir o que eles vêem. Há pouco tempo perguntei a uma amiga que voltava de um longo passeio pelo bosque o que ela observara. "Nada de especial", foi à resposta.
Como é possível, pensei, caminhar durante uma hora pelos bosques e não ver nada digno de nota? Eu, que não posso ver, apenas pelo tacto encontro centenas de objetos que me interessam. Sinto a delicada simetria de uma folha. Passo as mãos pela casca lisa de uma bétula ou pelo tronco áspero de um pinheiro.
Na primavera, toco os galhos das árvores na esperança de encontrar um botão, o primeiro sinal da natureza despertando após o sono do inverno. Por vezes, quando tenho muita sorte, pouso suavemente a mão numa arvorezinha e sinto o palpitar feliz de um pássaro cantando.
Às vezes meu coração anseia por ver tudo isso. Se consigo ter tanto prazer com um simples toque, quanta beleza poderia ser revelada pela visão! E imaginei o que mais gostaria de ver se pudesse enxergar, digamos por apenas três dias.
Eu dividiria esse período em três partes. No primeiro dia gostaria de ver as pessoas cuja bondade e companhias fizeram minha vida valer a pena. Não sei o que é olhar dentro do coração de um amigo pelas "janelas da alma", os olhos. Só consigo "ver" as linhas de um rosto por meio das pontas dos dedos. Posso perceber o riso, a tristeza e muitas outras emoções. Conheço meus amigos pelo que toco em seus rostos.
Como deve ser mais fácil e muito mais satisfatório para você, que pode ver, perceber num instante as qualidades essenciais de outra pessoa ao observar as sutilezas de sua expressão, o tremor de um músculo, a agitação das mãos. Mas será que já lhe ocorreu usar a visão para perscrutar a natureza íntima de um amigo? Será que a maioria de vocês que enxergam não se limita a ver por alto as feições externas de uma fisionomia e se dar por satisfeita?
Por exemplo, você seria capaz de descrever com precisão o rosto de cinco bons amigos? Como experiência, perguntei a alguns maridos qual a exata cor dos olhos de suas mulheres e muitos deles confessaram, encabulados, que não sabiam.
Ah, tudo que eu veria se tivesse o dom da visão por apenas três dias!
O primeiro dia seria muito ocupado. Eu reuniria todos os meus amigos queridos e olharia seus rostos por muito tempo, imprimindo em minha mente as provas exteriores da beleza que existe dentro deles. Também fixaria os olhos no rosto de um bebê, para poder ter a visão da beleza ansiosa e inocente que precede a consciência individual dos conflitos que a vida apresenta. Gostaria de ver os livros que já foram lidos para mim e que me revelaram os meandros mais profundos da vida humana. E gostaria de olhar nos olhos fiéis e confiantes de meus cães, o pequeno scottie terrier e o vigoroso dinamarquês.
À tarde daria um longo passeio pela floresta, intoxicando meus olhos com belezas da natureza. E rezaria pela glória de um pôr-do-sol colorido. Creio que nessa noite não conseguiria dormir.
No dia seguinte eu me levantaria ao amanhecer para assistir ao empolgante milagre da noite se transformando em dia. Contemplaria assombrado o magnífico panorama de luz com que o Sol desperta a Terra adormecida.
Esse dia eu dedicaria a uma breve visão do mundo, passado e presente. Como gostaria de ver o desfile do progresso do homem, visitaria os museus. Ali meus olhos veriam a história condensada da Terra -- os animais e as raças dos homens em seu ambiente natural; gigantescas carcaças de dinossauros e mastodontes que vagavam pelo planeta antes da chegada do homem, que, com sua baixa estatura e seu cérebro poderoso, dominaria o reino animal.
Minha parada seguinte seria o Museu de Artes. Conheço bem, pelas minhas mãos, os deuses e as deusas esculpidos da antiga terra do Nilo. Já senti pelo tacto as cópias dos frisos do Paternon e a beleza rítmica do ataque dos guerreiros atenienses. As feições nodosas e barbadas de Homero me são caras, pois também ele conheceu a cegueira.
Assim, nesse meu segundo dia, tentaria sondar a alma do homem por meio de sua arte. Veria então o que conheci pelo tacto. Mais maravilhoso ainda, todo o magnífico mundo da pintura me seria apresentado. Mas eu poderia ter apenas uma impressão superficial. Dizem os pintores que, para se apreciar a arte, real e profundamente, é preciso educar o olhar. É preciso, pela experiência, avaliar o mérito das linhas, da composição, da forma e da cor. Se eu tivesse a visão, ficaria muito feliz por me entregar a um estudo tão fascinante.
À noite de meu segundo dia seria passada no teatro ou no cinema. Como gostaria de ver a figura fascinante de Hamlet ou o tempestuoso Falstaff no colorido cenário elisabetano! Não posso desfrutar da beleza do movimento rítmico senão numa esfera restrita ao toque de minhas mãos. Só posso imaginar vagamente a graça de uma bailarina, como Pavlova, embora conheça algo do prazer do ritmo, pois muitas vezes sinto o compasso da música vibrando através do piso.
Imagino que o movimento cadenciado seja um dos espetáculos mais agradáveis do mundo. Entendi algo sobre isso, deslizando os dedos pelas linhas de um mármore esculpido; se essa graça estática pode ser tão encantadora, deve ser mesmo muito mais forte a emoção de ver a graça em movimento.
Na manhã seguinte, ávida por conhecer novos deleites, novas revelações de beleza, mais uma vez receberia a aurora. Hoje, o terceiro dia, passarei no mundo do trabalho, nos ambientes dos homens que tratam do negócio da vida. A cidade é o meu destino.
Primeiro, paro numa esquina movimentada, apenas olhando para as pessoas, tentando, por sua aparência, entender algo sobre seu dia-a-dia. Vejo sorrisos e fico feliz. Vejo uma séria determinação e me orgulho. Vejo o sofrimento e me compadeço.
Caminhando pela 5ª Avenida, em Nova York, deixo meu olhar vagar, sem se fixar em nenhum objeto em especial, vendo apenas um caleidoscópio fervilhando de cores. Tenho certeza de que o colorido dos vestidos das mulheres movendo-se na multidão deve ser uma cena espetacular, da qual eu nunca me cansaria. Mas talvez, se pudesse enxergar, eu seria como a maioria das mulheres – interessadas demais na moda para dar atenção ao esplendor das cores em meio à massa.
Da 5ª Avenida dou um giro pela cidade – vou aos bairros pobres, às fábricas, aos parques onde as crianças brincam. Viajo pelo mundo visitando os bairros estrangeiros. E meus olhos estão sempre bem abertos tanto para as cenas de felicidade quanto para as de tristeza, de modo que eu possa descobrir como as pessoas vivem e trabalham, e compreendê-las melhor.
Meu terceiro dia de visão está chegando ao fim. Talvez haja muitas atividades a que devesse dedicar as poucas horas restantes, mas acho que na noite desse último dia vou voltar depressa a um teatro e ver uma peça cômica, para poder apreciar as implicações da comédia no espírito humano.
À meia-noite, uma escuridão permanente outra vez se cerraria sobre mim. Claro, nesses três curtos dias eu não teria visto tudo que queria ver. Só quando as trevas descessem de novo é que me daria conta do quanto eu deixei de apreciar.
Talvez este resumo não se adapte ao programa que você faria se soubesse que estava prestes a perder a visão. Mas sei que, se encarasse esse destino, usaria seus olhos como nunca usara antes. Tudo quanto visse lhe pareceria novo. Seus olhos tocariam e abraçariam cada objeto que surgisse em seu campo visual.
Então, finalmente, você veria de verdade, e um novo mundo de beleza se abriria para você.
Eu, que sou cega, posso dar uma sugestão àqueles que vêem: usem seus olhos como se amanhã fossem perder a visão. E o mesmo se aplica aos outros sentidos.
Ouça a música das vozes, o canto dos pássaros, os possantes acordes de uma orquestra, como se amanhã fossem ficar surdos. Toquem cada objeto como se amanhã perdessem o tacto. Sintam o perfume das flores, saboreiem cada bocado, como se amanhã não mais sentissem aromas nem gostos. Usem ao máximo todos os sentidos; goze de todas as facetas do prazer e da beleza que o mundo lhes revela pelos vários meios de contacto fornecidos pela natureza. Mas, de todos os sentidos,
estou certa de que a visão deve ser o mais delicioso.
Helen Keller, cega e surda desde bebê, dá a sua resposta neste belo ensaio, publicado no Reader's Digest (Seleções)
Várias vezes pensei que seria uma benção se todo ser humano, de repente, ficasse cego e surdo por alguns dias no princípio da vida adulta. As trevas o fariam apreciar mais a visão e o silêncio lhe ensinaria as alegrias do som.
De vez em quando testo meus amigos que enxergam para descobrir o que eles vêem. Há pouco tempo perguntei a uma amiga que voltava de um longo passeio pelo bosque o que ela observara. "Nada de especial", foi à resposta.
Como é possível, pensei, caminhar durante uma hora pelos bosques e não ver nada digno de nota? Eu, que não posso ver, apenas pelo tacto encontro centenas de objetos que me interessam. Sinto a delicada simetria de uma folha. Passo as mãos pela casca lisa de uma bétula ou pelo tronco áspero de um pinheiro.
Na primavera, toco os galhos das árvores na esperança de encontrar um botão, o primeiro sinal da natureza despertando após o sono do inverno. Por vezes, quando tenho muita sorte, pouso suavemente a mão numa arvorezinha e sinto o palpitar feliz de um pássaro cantando.
Às vezes meu coração anseia por ver tudo isso. Se consigo ter tanto prazer com um simples toque, quanta beleza poderia ser revelada pela visão! E imaginei o que mais gostaria de ver se pudesse enxergar, digamos por apenas três dias.
Eu dividiria esse período em três partes. No primeiro dia gostaria de ver as pessoas cuja bondade e companhias fizeram minha vida valer a pena. Não sei o que é olhar dentro do coração de um amigo pelas "janelas da alma", os olhos. Só consigo "ver" as linhas de um rosto por meio das pontas dos dedos. Posso perceber o riso, a tristeza e muitas outras emoções. Conheço meus amigos pelo que toco em seus rostos.
Como deve ser mais fácil e muito mais satisfatório para você, que pode ver, perceber num instante as qualidades essenciais de outra pessoa ao observar as sutilezas de sua expressão, o tremor de um músculo, a agitação das mãos. Mas será que já lhe ocorreu usar a visão para perscrutar a natureza íntima de um amigo? Será que a maioria de vocês que enxergam não se limita a ver por alto as feições externas de uma fisionomia e se dar por satisfeita?
Por exemplo, você seria capaz de descrever com precisão o rosto de cinco bons amigos? Como experiência, perguntei a alguns maridos qual a exata cor dos olhos de suas mulheres e muitos deles confessaram, encabulados, que não sabiam.
Ah, tudo que eu veria se tivesse o dom da visão por apenas três dias!
O primeiro dia seria muito ocupado. Eu reuniria todos os meus amigos queridos e olharia seus rostos por muito tempo, imprimindo em minha mente as provas exteriores da beleza que existe dentro deles. Também fixaria os olhos no rosto de um bebê, para poder ter a visão da beleza ansiosa e inocente que precede a consciência individual dos conflitos que a vida apresenta. Gostaria de ver os livros que já foram lidos para mim e que me revelaram os meandros mais profundos da vida humana. E gostaria de olhar nos olhos fiéis e confiantes de meus cães, o pequeno scottie terrier e o vigoroso dinamarquês.
À tarde daria um longo passeio pela floresta, intoxicando meus olhos com belezas da natureza. E rezaria pela glória de um pôr-do-sol colorido. Creio que nessa noite não conseguiria dormir.
No dia seguinte eu me levantaria ao amanhecer para assistir ao empolgante milagre da noite se transformando em dia. Contemplaria assombrado o magnífico panorama de luz com que o Sol desperta a Terra adormecida.
Esse dia eu dedicaria a uma breve visão do mundo, passado e presente. Como gostaria de ver o desfile do progresso do homem, visitaria os museus. Ali meus olhos veriam a história condensada da Terra -- os animais e as raças dos homens em seu ambiente natural; gigantescas carcaças de dinossauros e mastodontes que vagavam pelo planeta antes da chegada do homem, que, com sua baixa estatura e seu cérebro poderoso, dominaria o reino animal.
Minha parada seguinte seria o Museu de Artes. Conheço bem, pelas minhas mãos, os deuses e as deusas esculpidos da antiga terra do Nilo. Já senti pelo tacto as cópias dos frisos do Paternon e a beleza rítmica do ataque dos guerreiros atenienses. As feições nodosas e barbadas de Homero me são caras, pois também ele conheceu a cegueira.
Assim, nesse meu segundo dia, tentaria sondar a alma do homem por meio de sua arte. Veria então o que conheci pelo tacto. Mais maravilhoso ainda, todo o magnífico mundo da pintura me seria apresentado. Mas eu poderia ter apenas uma impressão superficial. Dizem os pintores que, para se apreciar a arte, real e profundamente, é preciso educar o olhar. É preciso, pela experiência, avaliar o mérito das linhas, da composição, da forma e da cor. Se eu tivesse a visão, ficaria muito feliz por me entregar a um estudo tão fascinante.
À noite de meu segundo dia seria passada no teatro ou no cinema. Como gostaria de ver a figura fascinante de Hamlet ou o tempestuoso Falstaff no colorido cenário elisabetano! Não posso desfrutar da beleza do movimento rítmico senão numa esfera restrita ao toque de minhas mãos. Só posso imaginar vagamente a graça de uma bailarina, como Pavlova, embora conheça algo do prazer do ritmo, pois muitas vezes sinto o compasso da música vibrando através do piso.
Imagino que o movimento cadenciado seja um dos espetáculos mais agradáveis do mundo. Entendi algo sobre isso, deslizando os dedos pelas linhas de um mármore esculpido; se essa graça estática pode ser tão encantadora, deve ser mesmo muito mais forte a emoção de ver a graça em movimento.
Na manhã seguinte, ávida por conhecer novos deleites, novas revelações de beleza, mais uma vez receberia a aurora. Hoje, o terceiro dia, passarei no mundo do trabalho, nos ambientes dos homens que tratam do negócio da vida. A cidade é o meu destino.
Primeiro, paro numa esquina movimentada, apenas olhando para as pessoas, tentando, por sua aparência, entender algo sobre seu dia-a-dia. Vejo sorrisos e fico feliz. Vejo uma séria determinação e me orgulho. Vejo o sofrimento e me compadeço.
Caminhando pela 5ª Avenida, em Nova York, deixo meu olhar vagar, sem se fixar em nenhum objeto em especial, vendo apenas um caleidoscópio fervilhando de cores. Tenho certeza de que o colorido dos vestidos das mulheres movendo-se na multidão deve ser uma cena espetacular, da qual eu nunca me cansaria. Mas talvez, se pudesse enxergar, eu seria como a maioria das mulheres – interessadas demais na moda para dar atenção ao esplendor das cores em meio à massa.
Da 5ª Avenida dou um giro pela cidade – vou aos bairros pobres, às fábricas, aos parques onde as crianças brincam. Viajo pelo mundo visitando os bairros estrangeiros. E meus olhos estão sempre bem abertos tanto para as cenas de felicidade quanto para as de tristeza, de modo que eu possa descobrir como as pessoas vivem e trabalham, e compreendê-las melhor.
Meu terceiro dia de visão está chegando ao fim. Talvez haja muitas atividades a que devesse dedicar as poucas horas restantes, mas acho que na noite desse último dia vou voltar depressa a um teatro e ver uma peça cômica, para poder apreciar as implicações da comédia no espírito humano.
À meia-noite, uma escuridão permanente outra vez se cerraria sobre mim. Claro, nesses três curtos dias eu não teria visto tudo que queria ver. Só quando as trevas descessem de novo é que me daria conta do quanto eu deixei de apreciar.
Talvez este resumo não se adapte ao programa que você faria se soubesse que estava prestes a perder a visão. Mas sei que, se encarasse esse destino, usaria seus olhos como nunca usara antes. Tudo quanto visse lhe pareceria novo. Seus olhos tocariam e abraçariam cada objeto que surgisse em seu campo visual.
Então, finalmente, você veria de verdade, e um novo mundo de beleza se abriria para você.
Eu, que sou cega, posso dar uma sugestão àqueles que vêem: usem seus olhos como se amanhã fossem perder a visão. E o mesmo se aplica aos outros sentidos.
Ouça a música das vozes, o canto dos pássaros, os possantes acordes de uma orquestra, como se amanhã fossem ficar surdos. Toquem cada objeto como se amanhã perdessem o tacto. Sintam o perfume das flores, saboreiem cada bocado, como se amanhã não mais sentissem aromas nem gostos. Usem ao máximo todos os sentidos; goze de todas as facetas do prazer e da beleza que o mundo lhes revela pelos vários meios de contacto fornecidos pela natureza. Mas, de todos os sentidos,
estou certa de que a visão deve ser o mais delicioso.
Leia...Vai te fazer bem...
A ESCOLA DOS BICHOS
Rosana Rizzuti
Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.
O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de
vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.
E assim foi feito, incluíram tudo, mas...
cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.
O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar.
Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa,
Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"...
coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não
aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.
O Pássaro voava como nenhum outro, mas o
obrigaram a cavar buracos como uma topeira.
Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.
SABE DE UMA COISA?
Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por DEUS.
Não podemos exigir ou forçar para que as
outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.
Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.
RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO.
(http://www.sotextos.com/a_escola_dos_bichos.htm)
Rosana Rizzuti
Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.
O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de
vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.
E assim foi feito, incluíram tudo, mas...
cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.
O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar.
Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa,
Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"...
coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não
aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.
O Pássaro voava como nenhum outro, mas o
obrigaram a cavar buracos como uma topeira.
Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.
SABE DE UMA COISA?
Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por DEUS.
Não podemos exigir ou forçar para que as
outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.
Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.
RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO.
(http://www.sotextos.com/a_escola_dos_bichos.htm)
terça-feira, 18 de maio de 2010
Quem você seria no País das Maravilhas?
Você é sarcástica como a Rainha Vermelha, cheia de sabedoria como a Lagarta ou doce e inocente como a Alice? Faça o teste e descubra!
1) Duas pessoas começam a discutir na sua frente. O que você faz?
Entra na discussão
Ofende as duas ao mesmo tempo e as deixa tão perplexas que elas param de brigar
Fica chateada
Desaparece dali
Faz uma pergunta para fazê-las refletir
2) Você está andando pela rua e um cachorro vem correndo na sua direção. Como você reage?
Xinga o pulguento
Fala com ele (mesmo que mentalmente)
Pensa sobre a atual situação dos animais de rua
Atravessa a rua
Para e brinca um pouquinho com o cachorro
Essas e outras perguntas aguardam você no teste muito interessante sobre sua personalidade....Click no link abaixo e descubra: QUEM VOCÊ É!
http://jovem.ig.com.br/teste/2010/04/27/quem+voce+seria+no+pais+das+maravilhas+9469241.html
1) Duas pessoas começam a discutir na sua frente. O que você faz?
Entra na discussão
Ofende as duas ao mesmo tempo e as deixa tão perplexas que elas param de brigar
Fica chateada
Desaparece dali
Faz uma pergunta para fazê-las refletir
2) Você está andando pela rua e um cachorro vem correndo na sua direção. Como você reage?
Xinga o pulguento
Fala com ele (mesmo que mentalmente)
Pensa sobre a atual situação dos animais de rua
Atravessa a rua
Para e brinca um pouquinho com o cachorro
Essas e outras perguntas aguardam você no teste muito interessante sobre sua personalidade....Click no link abaixo e descubra: QUEM VOCÊ É!
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terça-feira, 11 de maio de 2010
Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.

A trama de Lewis Carrol cria universo ficcional caótico que vai sendo conhecido em altíssima velocidade narrativa. Nada real, coisa alguma de realidades. Não deixa o leitor estabelecer relações cognitivas e emocionais no encontro com o texto. O impensado é o desafio a vencer.
O País das Maravilhas desliga linguagem de contexto usual e convida ao estranhamento do mundo. Obra de arte, não trata só do nonsense infantil, pois que carrega ordenação lógica singular.
Carroll finaliza revelando em que se assenta o seu país:
- Ah, eu tive um sonho tão esquisito! ? diz Alice.
O autor faz das aventuras encontros fenomenológicos. Cada episódio guarda níveis de apreensão diversos. A narrativa convoca a capacidade de reordenar as significações. Os encontros de Alice conduzem a pensar a própria linguagem de modo que se torne linguagem primeira redefinindo os próprios limites do mundo.
Infância, jogo e linguagem são os marcos essenciais do mundo poético de Carroll.
Nenhum suficiente em si para que se compreenda o mundo.
Alice não é puro jogo com os significantes.
No quinto capítulo, Conselhos de uma Lagarta, filosofia profunda aparece como ingênuo diálogo infantil.
?Quem é você??.
Está posta a própria existência em questão.
Tantas transformações sofridas e encontros no mínimo inusitados na toca do coelho, longe da família, da escola, das atividades e círculos sociais próximos, a resposta poderá ser errada, porque requer de Alice retomar a própria essência. Tarefa colossal ante as circunstâncias do País das Maravilhas.
O desassossego se instala; Carrol questiona a existência antes da autodefinição.
Dúvida antes do Verbo
A lagarta será borboleta. Espelho da metamorfose.
Escapa a Alice a razão de não poder identificar-se.
- Bom, quem sabe a sua maneira de sentir talvez seja diferente... ensaia Alice ainda na tentativa de explicar-se.
- Você! - exclamou desdenhosamente a Lagarta. ? E quem é você?
- Acho que a senhora deveria me dizer primeiro quem é.
- Por quê?
A nova pergunta desconcerta, confronta sem desvelar-se.
Carrol desarticula o mundo instituído. Retoma respostas socialmente aceitas, esvaziadas de significação e lhes dá outro lugar. Só o olhar primeiro, um novo olhar, se permite maravilhar.
O País das Maravilhas desliga linguagem de contexto usual e convida ao estranhamento do mundo. Obra de arte, não trata só do nonsense infantil, pois que carrega ordenação lógica singular.
Carroll finaliza revelando em que se assenta o seu país:
- Ah, eu tive um sonho tão esquisito! ? diz Alice.
O autor faz das aventuras encontros fenomenológicos. Cada episódio guarda níveis de apreensão diversos. A narrativa convoca a capacidade de reordenar as significações. Os encontros de Alice conduzem a pensar a própria linguagem de modo que se torne linguagem primeira redefinindo os próprios limites do mundo.
Infância, jogo e linguagem são os marcos essenciais do mundo poético de Carroll.
Nenhum suficiente em si para que se compreenda o mundo.
Alice não é puro jogo com os significantes.
No quinto capítulo, Conselhos de uma Lagarta, filosofia profunda aparece como ingênuo diálogo infantil.
?Quem é você??.
Está posta a própria existência em questão.
Tantas transformações sofridas e encontros no mínimo inusitados na toca do coelho, longe da família, da escola, das atividades e círculos sociais próximos, a resposta poderá ser errada, porque requer de Alice retomar a própria essência. Tarefa colossal ante as circunstâncias do País das Maravilhas.
O desassossego se instala; Carrol questiona a existência antes da autodefinição.
Dúvida antes do Verbo
A lagarta será borboleta. Espelho da metamorfose.
Escapa a Alice a razão de não poder identificar-se.
- Bom, quem sabe a sua maneira de sentir talvez seja diferente... ensaia Alice ainda na tentativa de explicar-se.
- Você! - exclamou desdenhosamente a Lagarta. ? E quem é você?
- Acho que a senhora deveria me dizer primeiro quem é.
- Por quê?
A nova pergunta desconcerta, confronta sem desvelar-se.
Carrol desarticula o mundo instituído. Retoma respostas socialmente aceitas, esvaziadas de significação e lhes dá outro lugar. Só o olhar primeiro, um novo olhar, se permite maravilhar.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Emocionante!
Queridos alunos,
Como combinado postei uma série de textos sobre Eutanásia. Acrescentei à pesquisa dois vídeos que julguei capazes que contribuir na formação de suas opiniões. Espero que leiam, discutam com seus famíliares e os aguardo "ansioso" para debatermos sobre este tema tão polêmico! Wanderson.
Como combinado postei uma série de textos sobre Eutanásia. Acrescentei à pesquisa dois vídeos que julguei capazes que contribuir na formação de suas opiniões. Espero que leiam, discutam com seus famíliares e os aguardo "ansioso" para debatermos sobre este tema tão polêmico! Wanderson.
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